domingo, 29 de dezembro de 2013

Retrospectiva Literária 2013

Durante o ano de 2013 tive companhias mais que especiais; Sorri, Chorei, Fiquei aflita, Fui surpreendida, Franzi o cenho, Suspirei, Odiei, Briguei, Gritei, Viajei,  Me apaixonei ,ah! e como me apaixonei... Ai meus amores literários, Ian Clarke; Will; Max; Mr. Darcy; Gabriel Emerson; Lucas Landon... ღ ♥ღ ♥ღ ♥ღ ♥

Mas, não só de amores literários vive esta leitora que vos fala. A cada leitura, o mundo se renova, é como se a cada página lida eu me renovasse como pessoa, aprendesse algo novo. Cada livro que li esse ano me marcou de uma forma diferente, alguns me fizeram rir horrores, outros chorar copiosamente, teve aqueles ainda que seus trechos viraram um mantra, sem falar dos que eu tiver vontade de matar o autor, ainda há aqueles que me transportaram para séculos passados, e os que me fizeram suspirar, querer mais, mais e mais...

Ao longo dessas minhas aventuras literárias aprendi, que o amor virtual é também um amor genuíno (@mor); que o mundo não é uma fábrica de realização de desejos (A culpa é das estrelas); que Orgulho e Preconceito  podem se tornar duas armas letais na relação humana; que uma Despedida de Solteira pode ser a maior aventura na vida de uma pessoa; (que a relação professor-aluno sempre será um tema bem interessante, principalmente quando o professor for Gabriel Emerson kkkkkkkk ),que se perdoar é se libertar, é permitir se amar e ser amado ( O Inferno Gabriel e o Julgamento de Gabriel); que uma Sessão de Terapia deveria tornar-se prioridade na vida das pessoas; que o Amor está no quarto ao lado e que talvez encontremos nossa Alma Gêmea por Acaso; Aprendi ainda que por ironia do destino eu posso escolher o meu número errado (Fiquei com Seu Número); que Paris é uma cidade linda e romântica (Aconteceu em Paris); Ainda pude vivenciar que uma calcinha do Mickey não é a pior coisa do mundo (Procura-se um marido); que está Perdida no século XIX é uma ótima válvula de escape; que a vida é minha e que cabe somente a mim saber o que fazer com ela (O Melhor de mim); que amar é deixar o outro partir, por mais que isso nos doa(Como eu era antes de você); que nem sempre ter razão é o mais importante,  as vezes é melhor ser gentil ao invés de ter razão (O lado bom da Vida) que o amor tem o poder de curar os corações mais machucados (Easy).

Enquanto eu escrevia essa singela retrospectiva, fui recordando as leituras, a escolha nem sempre aleatória do livro, a expectativa para chegar no felizes para sempre, a interrupção para não chegar no fim do livro, a sensação de degustar cada palavra na tentativa de evitar o fim.  Sem falar dos momentos reflexivos, onde o livro me trazia a tona questões tão cotidianas que deixamos passar batido.   

Parafraseando o rei - se chorei ou se sorri o importante é que muitos livros eu li!! =D  Que venha 2014 com muitos mais livros, amores literários, histórias inesquecíveis... #VemcomTudo2014 #EuAmoLer #Bookaholics 





quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Já estava com saudades do meu blog *__*

E para chegar, chegando, nada como um texto da querídisima Martha Medeiros,umas das melhores cronistas dos últimos tempos. tietagem a parte rsrsrs O texto que escolhi compartilhar refere-se a escolhas, um dos meus devaneios favoritos -diga-se de passagem- gosto de pensar como as nossas escolhas interferem não somente na nossa vida, mas em que somos, somos sujeitos construídos de escolhas, boas ou ruins, acertadas ou erradas, são as escolhas que tomamos em algum momento da nossa vida que nos definem, que nos representa...  Eis o texto:


'Sorte e escolhas bem feitas

Pessoas consideradas inteligentes dizem que a felicidade é uma idiotice, que pessoas felizes não se deprimem, não têm vida interior, não questionam nada, são uns bobos alegres, enfim, que a felicidade anestesia o cérebro.

Eu acho justamente o contrário: cultivar a infelicidade é que é uma burrice. O que não falta nessa vida é gente sofrendo pelos mais diversos motivos: ganham mal, não têm um amor, padecem de alguma doença, sei lá, cada um sabe o que lhe dói.

Todos trazem uns machucados de estimação, você e eu inclusive. No que me diz respeito, dedico a meus machucados um bom tempo de reflexão, mas não vou fechar a cara, entornar uma garrafa de uísque e me considerar uma grande intelectual só porque reflito sobre a miséria humana. Eu reflito sobre a miséria humana e sou muito feliz, e salve a contradição.

Felicidade depende basicamente de duas coisas: sorte e escolhas bem feitas.

Tem que ter a sorte de nascer numa família bacana, sorte de ter pais que incentivem a leitura e o esporte, sorte de eles poderem pagar os estudos pra você, sorte por ter saúde. Até aí, conta-se com a providência divina. O resto não é mais da conta do destino: depende das suas escolhas.

Os amigos que você faz, se optou por ser honesto ou ser malandro, se valoriza mais a grana do que a sua paz de espírito, se costuma correr atrás ou desistir dos seus projetos, se nas suas relações afetivas você prioriza a beleza ou as afinidades, se reconhece os momentos de dividir e de silenciar, se sabe a hora de trocar de emprego, se sai do país ou fica, se perdoa seu pai ou preserva a mágoa pro resto da vida, esse tipo de coisa.

A gente é a soma das nossas decisões, todo mundo sabe. Tem gente que é infeliz porque tem um câncer. E outros são infelizes porque cultivam uma preguiça existencial. Os que têm câncer não têm sorte. Mas os outros, sim, têm a sorte de optar. E estes só continuam infelizes se assim escolherem.'

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Só por hoje

Só por hoje, eu gostaria de chorar todo o meu pranto, todas as
minhas angustias, sem a terrível limitação do que os outros vão pensar...
Só por hoje, eu gostaria de confessar todos os meus medos, minhas neuras, minhas inseguranças, e sentir que o outro me entenderá e não me julgará...
Só por hoje, eu queria assumir os meus erros, olhar para trás e dizer: "Poxa, errei sim e que não erra!?" , e a partir daí parar de chorar pelo leite derramado...
Só por hoje, eu gostaria de esperar menos, esperar que o outro me procure, que goste de mim na mesma intensidade que a minha...
Só por hoje, eu gostaria de ser honesta, que quando um amigo me perguntasse o que você têm?  eu respondesse - "tô mals, preciso de ajuda!" ...
Só por hoje, gostaria de largar tudo pro alto - regras, planos, metas-convicções - e viver tudo que há pra viver...
Só por hoje, eu gostaria de me livrar de tudo que me trava o riso...


sábado, 7 de setembro de 2013

Quem eu sou...

Sou feita de palavras não ditas, de dúvidas, de choro contido, de mau humor matinal, de desilusões, de opiniões alheias, de poucos amigos, de silêncios perturbadores, de descrença,de ausências,  de imposições, de retrancas, de ressalvas, de medos bobos, de ansiedade, de devaneios, de 'se', de pânico, de urgência, de aflições, de clichês,de fala compulsiva, de reclusão, de nãos, de multidão, de certezas, de discussões, de alegrias repentinas, de pensamentos positivos, de coragens,  de risos incontroláveis, de ironia, de doçura, de explosões, de compreensão, de fé, de perseverança, de dias melhores,de sim, de egoísmo, de impaciência, de solicitude, de defeitos, de amores não correspondidos, de aconchego, de solidão,de desconfianças, de carências, de autossuficiências, de de saudades, de amores incondicionais, de livros, de música, de papos sem nexo, de loucuras, de razão, de orgulho, de de sonhos, de rancores, de  mal entendidos, de aventura, de abraços, de emoção. 

Quem eu sou!? Complicada e Perfeitinha

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A vida me ensinou...

 Tenho postado até então, textos de minha autoria. Mas, encontrei esse texto nas minhas andanças literárias, que vale  a pena ser compartilhado.

A vida me ensinou...
A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, p
ara que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir; aprender com meus erros.
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordado;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas",
embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente,
como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.

(Desconheço autoria)

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Máscaras



  Confesso que demorei, e em alguns momentos ainda não compreendo, para compreender, que as máscaras usadas tipicamente no carnaval torna-se adereços para o resto do ano. Segundo o Aurélio máscara pode ser definido como 'artefato de papelão, pano, madeira, couro etc., com que se cobre o rosto para disfarce' . Sendo assim, podemos entender o uso  das máscaras como um disfarce, um esconderijo... 

   Demorei ainda para entender o mecanismo de se mascarar #confesso. Usamos máscaras diariamente e às vezes sem nem nos darmos conta do seu uso. Assumimos a máscara do ' tô nem aí' quando temos vontade de fazer a pessoa engolir palavra por palavra com intuito de nos chatear/ferir; também têm a máscara do 'mente que eu gosto'; a 'best friend forever #sqn '; 'sou melhor que isso'; 'tô oooootima (quando na verdade tá um lixo)'.

    São essas e tantas outras 'máscaras' que fazem que nosso convívio na terra não seja devastador, pois o que seria do planeta, se todos assumissem a máscara do 'super sincero'!?!? Caos na certa. Todavia, há uma linha tênue entre se mascarar e viver vítima da mesma. Onde entra a autenticidade, a velha máxima do 'dá a cara pra bater', nossas vontades? É essa linha que busco -o equilíbrio - saber a hora de usar a máscara, mas também saber a hora de ser eu mesma, com meus defeitos, acertos, manias, vontades, devaneios, birras...

domingo, 11 de agosto de 2013

Registro Literário


    Ler é uma atividade comum ao meu dia a dia, leio se estou feliz, triste,pensativa,falante.... Mas, confesso que minhas melhores leituras ocorreram num momento em que estava reflexiva, talvez porque nesses momentos a minha sensibilidade esteja a flor da pele e a minha capacidade interpretativa  mais liberta...  Não sei ao certo, só sei que nesses momentos me deparo com uma leitora liberta -livre de preconceitos, que se deixa levar pela trama e que vivencia o livro de forma mais intensa.

             Em um desses estágios reflexivos frequentes por sinal iniciei a leitura de "A Culpa é das Estrelas", lembro que pensei  trocentas vezes antes de começara ler, pois os comentários sobre o livro eram os mais desanimadores possíveis  'Depois desse preciso urgente de um livro hot', Chorei horrores', 'Fiquei deprê após esse livro'.  Todavia, sou movida a desafios, gosto de contrariar a lógica, se todos dizem que não gostam, que é triste, sou motivada a ler, só para contestar ou concordar.

             Logo no início, um choque- a história começa com um grupo de jovens entre 14 e 17 anos que  possuem algum tipo de câncer. Xiiii #câncer .... tema delicado de ser abordado,  pois, infelizmente, todos conhecemos ou temos alguém que têm/teve ou já morreu em decorrência dessa doença. Mas, já era tarde a ferida estava aberta - recordei-me de três pessoas muito próximas a mim que foram derrotadas por esse inimigo implacável. Respiro e prossigo a leitura, mas para minha surpresa poucas vezes ao decorrer da narrativa lembro que Hazel e Gus sim chamo Gustavo de Gus kkkk têm câncer e embarco na aventura de dois jovens apaixonados descobrindo juntos a vida.

              O ponto alto do livro é quando descobrimos que é por meio de um livro pelo qual  Hazel é apaixonada e já leu várias vezes que ela e Gus se aproximam ainda mais. Hazel é vidrada no livro "Uma Aflição Imperial", de Peter van Houten, e têm o anseio de conhecê-lo, pois gostaria de discordar/conversar com o escritor sobre esse livro. É interessante observar como o amor de Hazel a esse livro, funciona como uma espécie de salva-vidas que a jovem heroína se agarra a ele para permanecer viva. Por sua vez, Gus ao tomar conhecimento e ler o livro , embarca no sonho de Hazel e decide que a qualquer custo irá realizar o sonho de Hazel de conhecer Peter van Houten.
             
             Não vou dizer que não chorei; muito menos que o final não saiu conforme minhas preces, porque seria chover no molhado, todos já disseram isso... Apenas vou terminar com um trecho que define bem o que eu senti quando terminei de ler "O mundo não é uma fábrica de realização de desejos." 

#Greenmesurpreendeu #Recomendo #Okay

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Escolhas...

        Na vida temos em geral duas opções, digo em geral porque comigo funciona assim, reduzo sempre em dois, os caminhos a serem escolhidos. Ou escolhemos cair na pilha do irmão pentelho ou exercemos nosso poder de 'ser superior' ,tá admito que geralmente a 1ª opção me escolhe kkkkk.   Ou ficamos encucados por o outro não responder nossas mensagens, sinais de alerta, e fantasiamos: 'Tá nem aí pra mim' 'Ele não me ama', certo nem sempre é fantasia, o outro pode mesmo tá em outra =P ;ou desencanamos e  vemos essa 'ausência' como: ''Fulano deve está numa semana difícil' ou ainda 'Não é porque ele não respondeu que não gosta de mim'.

        Escolher não é uma tarefa fácil, nós mulheres, por exemplo, já nos descabelamos quando temos que escolher a roupa para ir a um casamento (vestido ou saia? Social demais ou elegante despojada?). Imagine quando temos que optar sobre o que queremos ser quando crescer, que profissão seguiremos, controlar a vida ou deixar  a vida levar?????????????

          Confesso que não tenho muitas convicções nas minhas escolhas, muitos menos respostas para a maioria dos meus dilemas, mas por hoje, já fiz minhas escolhas: nada de insistir pelo que não vale a pena; escolhi arriscar; perdoar mais; assumir minhas vontades; gritar se tiver vontade; chorar caladinha no silêncio da noite;amar mais; viver mais...
Escolhi  viver tudo que há pra viver e você?

terça-feira, 23 de julho de 2013

Memórias de uma Leitora



                Considero-me hoje uma leitora compulsiva- daquelas que leem nota fiscal (sim nota fiscal), papeis de mãe de santo embora eu não tenha interesse em contratar seus serviços kkkk, também leio livros de todos os tipos: dos clássicos ao Best-seller.
            Desde sempre fui vidrada e livros, recordo-me dos primeiros livros infantis que me deparei na escola, em especial de um que retratava a história de um elefante que ganhara da sua namorada uma gravata espalhafatosa - a história toda se desenrola a partir desse presente de gosto duvidoso. Acho que nesse momento eu já havia sido contagiada pelo vírus da leitura *__*
                Depois lembro-me dos clássicos (as heroínas românticas de José de Alencar  ) lidos na minha adolescência sob influencia da minha irmã. A cada página lida eu era tomada por um sentimento de mais, queria devorar os livros, queria saber o que aconteceria com a jovem Ceci; o que motivou Lucíola a se tornar prostituta; sofria na ânsia de saber até quando Aurélia ia prosseguir com a sua vingança.
                Ao contrário do que escuto de muitos, ler para mim sempre foi um prazer, nunca uma tortura, mesmo quando me deparei no ensino médio com as leituras obrigatórias, sempre conseguir extrair dos livros 'impostos' algo que me encantasse. Adorei a  personagem Macabea -Hora da Estrela- dai me apaixonei pelos escritos de Lispector. Me emocionei com os relatos de Negrinha de Monteiro Lobato. Fiquei no mínimo chocada de início com O Cortiço. Mas é claro, que também tive livros que odiei,mas esses não lembro, pois prefiro lembrar do que me fascina. 
                 Talvez, esses foram um dos fatores que inconscientemente me empurraram para a graduação em Letras. Na faculdade tive a oportunidade de conhecer escritores até então esquecidos pelos professores, e rever outros já conhecidos com uma nova cara. Desses achados, encontrei um José de Alencar que eu não conhecia - o escritor de conto maravilhoso no livro Encarnação (que por sinal eu super recomendo); Tive a surpresa de amar Guimarães Rosa (AMEI o conto Soroco, sua mãe e sua filha); amei Lya Luft, Lima Barreto e tantos outros que poderia passar o dia aqui citando...
                   Como uma boa leitora, sei vasculhar em todos os âmbitos da literatura, e cheguei aos best seller >>>> "@mor, A Culpa é das Estrelas, Como eu era antes de você, O inferno de Gabriel...Também já me arrisquei no terreno das 'literaturas de massa' -- conheci alguns livros da coleção Sabrina -dessa vez outra irmã me apresentou uma amiga-irmã.  Pois como diria, Drummond '"A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede."

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Medos...

                              


    Medo de andar de avião, medo da morte, medo de barata, medo de ter medo, medo de ser enganada, medo do desconhecido... O fato é que todos nós carregamos dentro da gente um tantinho de medo, alguns têm medo da morte, outros de perder um ente querido, outros de baratas... O medo serve para nós como um freio, um sinal de alerta, que nos impede de atravessar a rua sem olhara para os lados, de nos arriscarmos a dormir com a porta de casa aberta...

     Falando em medos, tenho os meus, confesso que já fui uma neurótica do medo- acredita que eu tinha medo de até ter medo? Pois é, passei um bom tempo da minha vida com medo de ter medo, medo do desconhecido, medo de enfrentar a vida, medo de assumir que tenho medo, que não sou autossuficiente embora eu insista em transparecer o contrário, medo de pedir colo, assumir fragilidade diante dos percalços da vida...
       Eis que agora surge o meu mais novo medo - o 'medo do esquecimento'. Quem diria que EU ( a dona da razão, amante da autossuficiência) estaria sofrendo desse mal!? Pois, sofro, e como ando sofrendo, sofro porque o outro não é tão presente na minha vida como eu gostaria, sofro porque as coisas mudam, e infelizmente ou felizmente, eu não tenho o controle dessa mudança. 
      Sofro porque a dor da ausência é sentida na alma, não provoca hematomas, nem fraturas expostas, mas dói, fere porque assumir a consciência de 'que nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia' é também reconhecer que com o tempo exerce sobre nós uma sensação de esquecimento...
    Diante disso, só me resta concordar com o poeta Mário Quintana: 'Se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho'.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Aprendi com o tempo...

Com o tempo a gente aprende que não deixamos de amar alguém, quando ele nos decepciona... Com o tempo também aprendemos que 'o para sempre, sempre acaba' e que talvez seja esse o grande barato da vida - a efemeridade -tudo é provisório, e cabe somente a nós aproveitarmos cada segundo... Aprendi ainda, que quando amamos devemos estar prontos para a não reciprocidade - talvez o outro não nos ame como gostaríamos- infelizmente... Também aprendi, que chorar não denota fraqueza, mas sim maturidade,  de assumir nossa fragilidade perante a vida, da mesma forma que não é vergonhoso chorar, é preciso ser atento com os que compartilharemos nossas lágrimas- acredito que esta só deve rolar diante dos que verdadeiramente nos amam, pois para os demais elas serão apenas frutos de um porquê. Aprendi com o tempo, que a gente não faz amigos reconhece-os - amigos são pessoas que se destacam na multidão, que entram na nossa vida por acaso, mas permanecem por um motivo: compartilhar nossas alegrias e tristezas, dá cor a nossa vida, ser anjo da guarda...Com o tempo a gente também aprende, que confiança é algo que se conquista e não se prova - não há como chegar para uma amiga e dizer: ' Confie em mim, pois sei seus segredos e nunca contei a ninguém!' Aprendi que o tempo é a solução para nossos problemas, que o silêncio fala mais que mil palavras, e que ao contrário do ditado, quem cala não consente, quem cala apenas silencia.... Por fim, aprendi com o tempo que o melhor ainda está por vir...



 

sábado, 27 de abril de 2013

Contrariando a lógica...

Se penso, logo existo. Se existo, logo penso?! Taí eu me considero dentre todas as criaturas 
 que eu conheço  (tudo bem que não conheço tantas pessoas assim rsrs) um ser pensante, ou melhor reflexiva ao cubo.  

Tenho inúmeros momentos de digressões, nos quais insisto em analisar o inalisável (neologismo eu sei...), entender inexplicável. Resultado, acabo ficando #depre, #frustada, #irritada, #malhumorada, melancólica por não encontrar respostas plausíveis para as minhas reflexões...

Às vezes, encontro 'respostas' digo 'respostas' porque analiso do meu jeito torto (onde só cabe acertos ou erros, meio termo comigo não rola...) Nesse momento, por exemplo, sou invadida por um tsunami de reflexões... e qual o  assunto da vez!? #amizades =/

A tal pedra no meu caminho; é verdade que já fui enganada por falsas amizades, mas também é verdade que já 'chutei' muitas outras amizades devido ao meu jeito muitas vezes torto de enxergar o outro... 

#Continuo...