sexta-feira, 28 de junho de 2013

Medos...

                              


    Medo de andar de avião, medo da morte, medo de barata, medo de ter medo, medo de ser enganada, medo do desconhecido... O fato é que todos nós carregamos dentro da gente um tantinho de medo, alguns têm medo da morte, outros de perder um ente querido, outros de baratas... O medo serve para nós como um freio, um sinal de alerta, que nos impede de atravessar a rua sem olhara para os lados, de nos arriscarmos a dormir com a porta de casa aberta...

     Falando em medos, tenho os meus, confesso que já fui uma neurótica do medo- acredita que eu tinha medo de até ter medo? Pois é, passei um bom tempo da minha vida com medo de ter medo, medo do desconhecido, medo de enfrentar a vida, medo de assumir que tenho medo, que não sou autossuficiente embora eu insista em transparecer o contrário, medo de pedir colo, assumir fragilidade diante dos percalços da vida...
       Eis que agora surge o meu mais novo medo - o 'medo do esquecimento'. Quem diria que EU ( a dona da razão, amante da autossuficiência) estaria sofrendo desse mal!? Pois, sofro, e como ando sofrendo, sofro porque o outro não é tão presente na minha vida como eu gostaria, sofro porque as coisas mudam, e infelizmente ou felizmente, eu não tenho o controle dessa mudança. 
      Sofro porque a dor da ausência é sentida na alma, não provoca hematomas, nem fraturas expostas, mas dói, fere porque assumir a consciência de 'que nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia' é também reconhecer que com o tempo exerce sobre nós uma sensação de esquecimento...
    Diante disso, só me resta concordar com o poeta Mário Quintana: 'Se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho'.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Aprendi com o tempo...

Com o tempo a gente aprende que não deixamos de amar alguém, quando ele nos decepciona... Com o tempo também aprendemos que 'o para sempre, sempre acaba' e que talvez seja esse o grande barato da vida - a efemeridade -tudo é provisório, e cabe somente a nós aproveitarmos cada segundo... Aprendi ainda, que quando amamos devemos estar prontos para a não reciprocidade - talvez o outro não nos ame como gostaríamos- infelizmente... Também aprendi, que chorar não denota fraqueza, mas sim maturidade,  de assumir nossa fragilidade perante a vida, da mesma forma que não é vergonhoso chorar, é preciso ser atento com os que compartilharemos nossas lágrimas- acredito que esta só deve rolar diante dos que verdadeiramente nos amam, pois para os demais elas serão apenas frutos de um porquê. Aprendi com o tempo, que a gente não faz amigos reconhece-os - amigos são pessoas que se destacam na multidão, que entram na nossa vida por acaso, mas permanecem por um motivo: compartilhar nossas alegrias e tristezas, dá cor a nossa vida, ser anjo da guarda...Com o tempo a gente também aprende, que confiança é algo que se conquista e não se prova - não há como chegar para uma amiga e dizer: ' Confie em mim, pois sei seus segredos e nunca contei a ninguém!' Aprendi que o tempo é a solução para nossos problemas, que o silêncio fala mais que mil palavras, e que ao contrário do ditado, quem cala não consente, quem cala apenas silencia.... Por fim, aprendi com o tempo que o melhor ainda está por vir...