domingo, 28 de dezembro de 2014

RETROSPECTIVA LITERÁRIA 2014 #Parte1

Enquanto minha retrospectiva literária não fica pronta. Não consigo categorizar os livros lidos, então estou tecendo comentários (que deveriam ser breves, mas não estão sendo) sobre cada livro lido, então é bem provável que 2015 chegue e eu ainda não tenha acabado.

Mas para não ficar de fora decidi repostar aqui a lista de Retrospectiva Literária 2014, compartilhada por vários blogs de livros e afins, essa eu peguei do Blog Pensamento Tangencial e resolvi fazer algumas adaptações.

RETROSPECTIVA LITERÁRIA 2014


O terror que me deixou sem dormir: Não é terror, mas é um thriller psicológico - Garota Exemplar.
O suspense mais eletrizante: Confie em mim
O romance que me fez suspirar: Só um?! Encontrada
A saga que me conquistou: Slammed 
O livro que me fez refletir: Passarinha
O livro que me fez rir: O segredo de Emma Corrigan
O livro que me fez chorar: Métrica
O livro que me decepcionou: Um romântico incorrigível
O livro que me surpreendeu: Garota Exemplar
O thriller psicológico que me arrepiou:Garota Exemplar
A capa mais bonita: O projeto Rosie
O primeiro livro que li no ano:Sedução ao amanhecer
O último livro que terminei: Essa garota
O livro que abandonei: O Teorema Katherine
O livro que li por indicação: A Seleção
A frase que não saiu da minha cabeça:  "Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil" 
O(a) personagem do ano: Will Cooper
O casal perfeito: Ian Clarke e Sofia Alonzo
O(a) autor(a) revelação: Gillian Flyn
O melhor livro nacional:Li tantos... Mas vou puxar sardinha para Carina Rissi - Encontrada
O melhor livro que li em 2014:Garota Exemplar
Li em 2014 30 livros.
Comprei em 2014 17 ou 20  (perdi as contas rsrs) livros.
A minha meta literária para 2015 é ler o máximo de livros que eu puder =D

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Pensando...

Pensei em escrever sobre o quanto suas (in)diretas são observadas, registradas e algumas vezes ignoradas com sucesso. Ou como você sempre se faz de vítima da situação (o papel de vítima deve ser o seu único talento). Ou ainda como não suporto entrar no facebook e ver aqueles compartilhamentos de gente mal amada,  falo de amor próprio.

Pensei em escrever também como talvez você tenha razão, costumo 'substituir' as pessoas sim. mas eu não uso substituição, eu penso em filtrar, acabo deixado ao meu lado quem me faz bem, quem me acrescenta, quem suporta ver minha felicidade, quem lembra de mim genuinamente...

Pensei em falar como você pode pregar amizade, se nem sempre é amigo. como pode pedir amor se nem sabe se amar, como pode acusar alguém quando se tem teto de vidro.

Pensei, repensei e (re) repensei e decidi que não valia a pena escrever sobre tudo isso que eu listei acima,  afinal como diz o sábio Luiz Octávio - nada.


Slammed

Nós nascemos num mundo

Como uma pequena peça do quebra-cabeça
Que compõe uma vida inteira.
Cabe a nós, ao longo dos anos
encontrar todas as peças que se encaixam.
As peças que unem quem nós somos
Com quem nós éramos
Com quem um dia seremos.
Às vezes as peças quase se encaixam.
Elas parecem certas.
Nós a carregamos por um tempo ,
Esperando que mudem de formato.
Esperando que se ajustem ao nosso quebra-cabeça.
Mas isso não acontece.
Chega uma hora em que temos de deixá-las para trás.
Para que encontrem o quebra-cabeça que é seu lar.
Às vezes, as peças não se encaixam de jeito nenhum.
Por mais que a gente queira, isso não acontece.
Nós as empurramos.
Nós as entortamos.
Nós as quebramos.
Mas o que não é para acontecer
não acontece.
Essas são as peças mais difíceis de todas aceitar.
As peças do nosso quebra-cabeça
Que simplesmente não são certas.
Mas de vez em quando...
Até meio raramente,
Se tivermos sorte,
Se prestarmos bastante atenção,
Nós encontramos algo
de encaixe perfeito.
As peças do quebra-cabeça que se unem com facilidade
As peças que grudam nas beiradas de nossas próprias
 peças.
As peças que se prendem  nós.
As peças as quais nós nos prendemos.
Peças que se encaixam tão bem que  ficamos sem saber
onde nossa peça começa
E  a outra termina.
Nós chamamos essas peças de
Amigos .
Amores verdadeiros.
Sonhos.
Paixões.
Crenças.
Talentos.
....
São essas peças que nos fazem ser quem somos .
Quem  éramos.
Quem um dia  seremos.
                                                                                       Essa  garota, Collen Hoover.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O que eu quero Mário Alberto? Você quer saber o que eu quero?

O que eu quero Mário Alberto? Você quer saber o que eu quero?

Quem conhece o Porta dos fundos, aposto que conhece bem essa frase. A pergunta retórica da Odette seguida de seus anseios mais obscuros. Pois bem, se e eu pudesse dizer tal qual a Odette respondeu para o Mário Jorge o que ela queria? Eu responderia...

Que antes de mais nada, eu quero que as pessoas deixem de ser estúpidas! Não suporto entrar nas redes sociais e ver pseudo-intelectuais e moralistas de plantão falando um monte de asneiras como se fosse a grande descoberta do século. Puta que pariu! Essa onda de eleição, só comprova até onde vai a estupidez humana, alguém diz aos militantes de plantão que o voto é secreto, e que EU não tô nem aí pra quem você vai votar queridinha.

Segundo queria menos mimi e mais ação, se seu marido te traiu, “Erga essa cabeça mete o pé e vai na fé. Manda essa tristeza embora.” , vai viver sua vida mulher, vai se dedicar a um hobby, dá uma tapa no visual, sair com as amigas, e só deixa pra chorar no fim da noite, em cima da cama. Se seu chefe é um mala, seu emprego não lhe satisfaz, levanta essa bunda e vai correr atrás de outro, agora para de postar indireta nas redes sociais. 


Ah! Mas se tem uma coisa que eu queria, mas queria mesmo era que as pessoas aprendessem o limite entre o privado e o público. Não estou querendo levantar a bandeira do ‘Face é meu eu posto o que quiser’ , mas tudo tem bom senso. Veja só, imagina que você inicia seu acesso ao facebook e se depara com a frase:  “Se for pra trair não namore”, opção A- você imagina que a tal fulana levou uns chifres, opção B- além de ser chifrada a fulana ainda que dá uma indireta na pessoa que lhe colocou o chifre, opção C- vai se fuder fulana eu não pago internet para isso. Tem pior, tem aquelas publicações que a pessoa quer que você saiba que algo aconteceu de bom na vida dela (que não vai alterar sua vida em nada, mas mesmo assim você é humano e ficará curioso para descobrir o que é) mas não conta o que é: “Obrigada Senhor, por mais uma graça alcançada. FELIZ” , o pior nesse tipo de publicação são os comentários: “ não sei o que é, mas já to feliz por você”, “você merece tudo de bom, me chama no inbox”.


Também gostaria que as pessoas fossem ler um bom livro- eu posso passar uma tarde sugerindo excelentes livros, para todos os gostos, credos e gêneros- ao invés de se ocupar com a vida alheia. Se fulana prefere ler a encher a cara na balada – tadinha, vai ficar louca lendo tanto; se a pessoa prefere festas a estudar – vai ser nada da vida, é uma vergonha viver nessas festas do mundo.

Portanto,  sabe o que eu quero Mário Alberto? Eu quero ligar o botão foda-se e ser feliz!!!


sábado, 6 de setembro de 2014

Sei lá....


Tem uma música do Lulu Santos que diz:  Sei lá/Tem tanta coisa que a gente não diz /E se pergunta se anda feliz/Com o rumo que a vida tomou/No trabalho e no amor/Se a gente é dono do próprio nariz/Ou o espelho é que se transformou...

Realmente tem dias que acordo e penso será que sou feliz? será que conquistei todos os meus objetivos? será que a minha vida ocorreu como eu planejei? E confesso que essa reflexão num primeiro momento é desoladora, só consigo enxergar minhas frustrações, as coisas que não ocorreram como eu gostaria, as minhas falhas como pessoa... Por que é mais fácil focar no que deu errado? Naquele concurso que você estudou e não passou; no emprego que hoje não tem causa felicidade; nos silêncios administrados para não ferir o outro...

Mas, num segundo momento, consigo ver as coisas de uma outra ótica. Vejo que viver  bem não significa todas as coisas darem certo, viver simplesmente é aprender a lidar com esse turbilhão de acontecimentos que nos acontecem durante o decorrer dos nossos dias. Vejo que tenho muitos mais motivos para sorrir que chorar, mas também sei que a dor me faz lembrar quem eu sou, minhas fragilidades e isso não é de um todo ruim...

É interessante ver como vivemos em busca de uma vida feliz e plena , mesmo sem saber que vida é essa. Foi nos ensinado e a vida (madrasta) faz questão de nos lembra que devemos ser vencedores, produtivos, independentes, felizes, belos, apaixonados, ricos e todo o resto do glamour da felicidade.

E o preço que se paga para conquistar essa tal felicidade? Vejo pessoas colocando sua 'felicidade' em relacionamentos improdutivos; Tendo filhos e jogando sobre esses o peso da felicidade... Confesso, que não sei o que é ser feliz, talvez eu nunca  alcance essa felicidade prometida pela sociedade. Todavia eu sei o que me causa extrema felicidade: Acordar e não ter nenhuma obrigação pelo resto do dia; Ver o mar; Conversar com amigos; Brincar com meu sobrinho; Assistir um programa muito bom; Ouvir uma boa música; Comer brigadeiro; Ir ao cinema; Ler livros; Rir até a barriga doer... E isso tudo por hoje já me basta.




domingo, 17 de agosto de 2014

Métrica por Collen Hoover

Métrica por Collen Hoover


    Romance de estreia de Collen Hoover, Métrica apresenta um cenário  de poesia, amor e tragédia de uma forma que me deixou perdidamente encantada. E antes que você tente levantar suposições sobre o livro, faço das palavras  da Tamara Webber (autora de Easy) as minhas "Único, diferente de tudo que se vê por aí... Leia!"

    O livro é narrado pela Lake, uma garota que tem sua vida modificada  após a morte do seu pai. A morte de repentina do pai de Lake, faz com que sua família tenham que se mudar para o Michigan, pois nesse novo lugar sua mãe teria um novo emprego e conseguiria assim bancar as despesas da casa.

     Ao chegar na nova casa, o irmão mais novo de Lake faz logo amizade com o também irmão mais novo do vizinho de frente- Will. A ligação entre os dois meninos é forte e imediata. Semelhante a conexão entre Will e Lake, masss... o caminho para a felicidade não é tão fácil assim e uma descoberta faz com que o relacionamento seja bruscamente interrompido.

      Não, não é um típico New Adult com personagens problemáticos e todo o resto, é mais, é muito mais. É tentar  encontrar um equilíbrio entre a mente e o coração; é aprender a conviver com seus medos; é tornar a vida poesia...

     O ponto alto do livro são as apresentações de Slam. Slam é uma poesia interpretada. onde as palavras e as emoções se fundem e tornam o poema algo absurdamente incrível e arrebatador. As competições do Slam me deixaram sem palavras, fiquei impressionada como a Collen Hoover conseguiu transcrever para o papel sentimento, as palavras eram carregadas de emoções, usando apenas artifícios de texto básicos: negrito e itálico.

            Fui arrebatada para dentro do livro e quando me dei conta estava apaixonada pela narrativa, e nem sou tão fã de poesia assim, mas o livro me deixou completamente encantada com o Slam. Por que não tem competições de Slam na minha cidade? EU QUERO!


            A Collen Hoover ainda me surpreendeu com o desenrolar da narrativa. Mas, dizer qualquer coisa é dá spoiler, portanto, Leia!!! Você não irá se arrepender.  Ah!! O melhor é que tem continuação - Pausa *---* e eu não vejo a hora de ler!!

sábado, 28 de junho de 2014

Faz de conta...



Costumo comparar a vida com os contos de fadas, mas não estou falando dos felizes para sempre não! Falo do faz de conta, da magia, onde abóboras viram carruagens;  animais falam; e pra nós nada disso nos gera estranheza. Porquê é o mundo do faz de contas.

Semelhante é a nossa vida, para vivermos em sociedade, continuarmos com os laços afetivos; não ligarmos o botão foda-se;  e outras cositas para viver bem em comunidade, é preciso (eu diria é imprescindível) usar essa tática das histórias e fazer de conta...

Seu chefe, é um preguiçoso, folgado, só atribui tarefas aos funcionários, não coopera em nada, e quando algo dá certo ele ainda diz 'Nós, conseguimos bater a meta da empresa' - você faz de conta que tá tudo bem, afinal o resultado é o que importa.

Seu namoro tá mais frio do que café esquecido durante a novela das noves, a magia foi para debaixo da gaveta, junto com os papeizinhos de declaração de amor recebido durante o inicio da relação. Mas aí o dia dos namorados tá se aproximando e a oportunidade de mostrar ao mundo que você não é uma encalhada. Você posta nas redes sociais aquela foto cheia de gifs de coraçõezinhos e uma frase retirada do google - Faz de conta que somos o casal mais feliz do mundo.

Você está puto da vida, com uma situação que te ocorreu. (é autobiografia e não consigo escrever, mentira pegaria mal)  E você  ainda continua puto com a pessoa, mas ela te manda emotions de 'reconciliação' . Aí você faz de conta que nem lembra e responde com outro emotion ( =) =D  ;) ) e finge que tá tudo bem. Que você nem lembra daquela conversa ocorrida há exatamente 9 dias...


Olhando por esse ângulo, pode parecer que o faz de contas é algo terrível, inescrupuloso, coisas de hipócrita. Afinal o que importa é ser verdadeiro, correto? Daí uso novamente o faz de contas, faz de conta que você reagiu perante ao seu chefe, chamou-o de preguiçoso, onde você estaria agora? Provavelmente demitido. Ou ainda faz de conta que terminar o namoro seja a solução mais viável, fazer a fila andar, mas como se desprender daquele que suporta suas tpms, que te faz se sentir segura, talvez apenas ele não seja o parceiro idealizado, mas é o parceiro real. Ou ainda quando você tem vontade de mandar o amigo a puta que pariu, chamá-lo de egoísta, dizer poucas e boas; isso  melhoraria a situação, valeria a pena perder a amizade e ser franco?

Talvez sim, em alguns casos, muitos sim(s) em outros. Mas o fato, é que fazer de conta não é ruim. Fazer de conta é arte de sabedoria. Sabedoria de quem aprendeu que nem sempre é conversando que a gente se entende; de que fingir que nada ocorreu pode  sim ser uma boa saída..

Continuando com o faz de conta, faz de conta que eu não escrevi nada disso ;)