O que eu quero Mário Alberto? Você quer saber o que eu quero?
Quem conhece o Porta dos
fundos, aposto que conhece bem essa frase. A pergunta retórica da Odette
seguida de seus anseios mais obscuros. Pois bem, se e eu pudesse dizer tal qual
a Odette respondeu para o Mário Jorge o que ela queria? Eu responderia...
Que antes de mais nada, eu quero que as
pessoas deixem de ser estúpidas! Não suporto entrar nas redes sociais e ver
pseudo-intelectuais e moralistas de plantão falando um monte de asneiras como
se fosse a grande descoberta do século. Puta que pariu! Essa onda de eleição, só comprova até onde vai a estupidez humana, alguém diz aos militantes de plantão que o voto é secreto, e que EU não tô nem aí pra quem você vai votar queridinha.
Segundo queria menos mimi e
mais ação, se seu marido te traiu, “Erga
essa cabeça mete o pé e
vai na fé. Manda essa tristeza embora.” , vai
viver sua vida mulher, vai se dedicar a um hobby, dá uma tapa no visual, sair
com as amigas, e só deixa pra chorar no fim da noite, em cima da cama. Se seu chefe é um mala, seu emprego não lhe satisfaz, levanta essa bunda e vai correr atrás de outro, agora para de postar indireta nas redes sociais.
Ah! Mas se tem uma coisa que eu
queria, mas queria mesmo era que as pessoas aprendessem o limite entre o
privado e o público. Não estou querendo levantar a bandeira do ‘Face é meu eu
posto o que quiser’ , mas tudo tem bom senso. Veja só, imagina que você inicia
seu acesso ao facebook e se depara com a frase:
“Se for pra trair não namore”, opção A- você imagina que a tal fulana
levou uns chifres, opção B- além de ser chifrada a fulana ainda que dá uma
indireta na pessoa que lhe colocou o chifre, opção C- vai se fuder fulana eu não pago internet para isso. Tem pior,
tem aquelas publicações que a pessoa quer que você saiba que algo aconteceu de bom
na vida dela (que não vai alterar sua vida em nada, mas mesmo assim você é
humano e ficará curioso para descobrir o que é) mas não conta o que é: “Obrigada
Senhor, por mais uma graça alcançada. FELIZ” , o pior nesse tipo de publicação são
os comentários: “ não sei o que é, mas já to feliz por você”, “você merece tudo
de bom, me chama no inbox”.
Também gostaria que as pessoas
fossem ler um bom livro- eu posso passar uma tarde sugerindo excelentes livros,
para todos os gostos, credos e gêneros- ao invés de se ocupar com a vida
alheia. Se fulana prefere ler a encher a cara na balada – tadinha, vai ficar
louca lendo tanto; se a pessoa prefere festas a estudar – vai ser nada da vida,
é uma vergonha viver nessas festas do mundo.
Portanto, sabe o que eu quero Mário Alberto? Eu quero
ligar o botão foda-se e ser feliz!!!
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