domingo, 23 de agosto de 2015

Não deveria doer, mas dói...

Não deveria doer o fato de você esquecer meu aniversário...
Não deveria doer o seu sumiço repentino...
Não deveria doer a ausência da sua risada...
Não deveria doer a falta da convivência...
Não deveria doer a forma prática que você encara a vida e eu não...
Não deveria doer o seu jeito de levar tudo na brincadeira quando eu falo sério...
Não deveria doer saber que você tem uma vida social e eu não...
Não deveria doer ao constatar que você me manda mensagens  quando precisa de algo e depois desaparece pelos próximos meses...
Não deveria doer a sua falta de empatia...
Não deveria doer sua falta de compreensão...
Não deveria doer, mas dói...
E para transformar essa dor em algo transitório eu escrevo.
Escrevo para dizer que por ora dói, mas quando eu ligar o foda-se não vou me importar por não lembrar mais do meu aniversário. Vou pensar: Menos uma obrigação social a ser cumprida em nome da boa convivência.
Vou lembrar dos momentos bons vividos e dizer: Foi legal ter conhecido vocês. Mas deu.
O que não dar é viver se lamentando por quem não sente sua falta, por quem é amigo de fachada.
Não deveria doer, mas passa...

quinta-feira, 5 de março de 2015

Dizer não!

Dizer não!


Mais do quem simples monossílabo, o não quando dito tem um poder libertador. 

Eu costumava achar que eu dizia muitos 'nãos' no meu dia a dia, mas depois que parei para prestar atenção vi que não.

Costumo evitar usá-lo mesmo que o meu fardo esteja pesado, se alguém me pergunta você poderia me ajudar acabo dizendo sim, quando queria dizer não. Porque não digo NÃO a um grupo do whatsapp que é indiferente ou melhor que não me faz bem?! Porque aceito sair com minha mãe num domingo a tarde, quando na verdade eu gostaria ter ficado em casa assistindo TV? Porque me despenco da minha casa para visitar um amigo quando ele me convida e naquele eu não estava a fim de sair de casa?

Deve ser pelo medo do que o não possa acarretar. E se o outro ficar chateado comigo? E se fulano achar que é frescura? E se....

Preciso aprender a trocar os 'se(s)' pelos "nãos" , dizer mais nãos quando tiver vontade de dizer....



domingo, 28 de dezembro de 2014

RETROSPECTIVA LITERÁRIA 2014 #Parte1

Enquanto minha retrospectiva literária não fica pronta. Não consigo categorizar os livros lidos, então estou tecendo comentários (que deveriam ser breves, mas não estão sendo) sobre cada livro lido, então é bem provável que 2015 chegue e eu ainda não tenha acabado.

Mas para não ficar de fora decidi repostar aqui a lista de Retrospectiva Literária 2014, compartilhada por vários blogs de livros e afins, essa eu peguei do Blog Pensamento Tangencial e resolvi fazer algumas adaptações.

RETROSPECTIVA LITERÁRIA 2014


O terror que me deixou sem dormir: Não é terror, mas é um thriller psicológico - Garota Exemplar.
O suspense mais eletrizante: Confie em mim
O romance que me fez suspirar: Só um?! Encontrada
A saga que me conquistou: Slammed 
O livro que me fez refletir: Passarinha
O livro que me fez rir: O segredo de Emma Corrigan
O livro que me fez chorar: Métrica
O livro que me decepcionou: Um romântico incorrigível
O livro que me surpreendeu: Garota Exemplar
O thriller psicológico que me arrepiou:Garota Exemplar
A capa mais bonita: O projeto Rosie
O primeiro livro que li no ano:Sedução ao amanhecer
O último livro que terminei: Essa garota
O livro que abandonei: O Teorema Katherine
O livro que li por indicação: A Seleção
A frase que não saiu da minha cabeça:  "Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil" 
O(a) personagem do ano: Will Cooper
O casal perfeito: Ian Clarke e Sofia Alonzo
O(a) autor(a) revelação: Gillian Flyn
O melhor livro nacional:Li tantos... Mas vou puxar sardinha para Carina Rissi - Encontrada
O melhor livro que li em 2014:Garota Exemplar
Li em 2014 30 livros.
Comprei em 2014 17 ou 20  (perdi as contas rsrs) livros.
A minha meta literária para 2015 é ler o máximo de livros que eu puder =D

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Pensando...

Pensei em escrever sobre o quanto suas (in)diretas são observadas, registradas e algumas vezes ignoradas com sucesso. Ou como você sempre se faz de vítima da situação (o papel de vítima deve ser o seu único talento). Ou ainda como não suporto entrar no facebook e ver aqueles compartilhamentos de gente mal amada,  falo de amor próprio.

Pensei em escrever também como talvez você tenha razão, costumo 'substituir' as pessoas sim. mas eu não uso substituição, eu penso em filtrar, acabo deixado ao meu lado quem me faz bem, quem me acrescenta, quem suporta ver minha felicidade, quem lembra de mim genuinamente...

Pensei em falar como você pode pregar amizade, se nem sempre é amigo. como pode pedir amor se nem sabe se amar, como pode acusar alguém quando se tem teto de vidro.

Pensei, repensei e (re) repensei e decidi que não valia a pena escrever sobre tudo isso que eu listei acima,  afinal como diz o sábio Luiz Octávio - nada.


Slammed

Nós nascemos num mundo

Como uma pequena peça do quebra-cabeça
Que compõe uma vida inteira.
Cabe a nós, ao longo dos anos
encontrar todas as peças que se encaixam.
As peças que unem quem nós somos
Com quem nós éramos
Com quem um dia seremos.
Às vezes as peças quase se encaixam.
Elas parecem certas.
Nós a carregamos por um tempo ,
Esperando que mudem de formato.
Esperando que se ajustem ao nosso quebra-cabeça.
Mas isso não acontece.
Chega uma hora em que temos de deixá-las para trás.
Para que encontrem o quebra-cabeça que é seu lar.
Às vezes, as peças não se encaixam de jeito nenhum.
Por mais que a gente queira, isso não acontece.
Nós as empurramos.
Nós as entortamos.
Nós as quebramos.
Mas o que não é para acontecer
não acontece.
Essas são as peças mais difíceis de todas aceitar.
As peças do nosso quebra-cabeça
Que simplesmente não são certas.
Mas de vez em quando...
Até meio raramente,
Se tivermos sorte,
Se prestarmos bastante atenção,
Nós encontramos algo
de encaixe perfeito.
As peças do quebra-cabeça que se unem com facilidade
As peças que grudam nas beiradas de nossas próprias
 peças.
As peças que se prendem  nós.
As peças as quais nós nos prendemos.
Peças que se encaixam tão bem que  ficamos sem saber
onde nossa peça começa
E  a outra termina.
Nós chamamos essas peças de
Amigos .
Amores verdadeiros.
Sonhos.
Paixões.
Crenças.
Talentos.
....
São essas peças que nos fazem ser quem somos .
Quem  éramos.
Quem um dia  seremos.
                                                                                       Essa  garota, Collen Hoover.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O que eu quero Mário Alberto? Você quer saber o que eu quero?

O que eu quero Mário Alberto? Você quer saber o que eu quero?

Quem conhece o Porta dos fundos, aposto que conhece bem essa frase. A pergunta retórica da Odette seguida de seus anseios mais obscuros. Pois bem, se e eu pudesse dizer tal qual a Odette respondeu para o Mário Jorge o que ela queria? Eu responderia...

Que antes de mais nada, eu quero que as pessoas deixem de ser estúpidas! Não suporto entrar nas redes sociais e ver pseudo-intelectuais e moralistas de plantão falando um monte de asneiras como se fosse a grande descoberta do século. Puta que pariu! Essa onda de eleição, só comprova até onde vai a estupidez humana, alguém diz aos militantes de plantão que o voto é secreto, e que EU não tô nem aí pra quem você vai votar queridinha.

Segundo queria menos mimi e mais ação, se seu marido te traiu, “Erga essa cabeça mete o pé e vai na fé. Manda essa tristeza embora.” , vai viver sua vida mulher, vai se dedicar a um hobby, dá uma tapa no visual, sair com as amigas, e só deixa pra chorar no fim da noite, em cima da cama. Se seu chefe é um mala, seu emprego não lhe satisfaz, levanta essa bunda e vai correr atrás de outro, agora para de postar indireta nas redes sociais. 


Ah! Mas se tem uma coisa que eu queria, mas queria mesmo era que as pessoas aprendessem o limite entre o privado e o público. Não estou querendo levantar a bandeira do ‘Face é meu eu posto o que quiser’ , mas tudo tem bom senso. Veja só, imagina que você inicia seu acesso ao facebook e se depara com a frase:  “Se for pra trair não namore”, opção A- você imagina que a tal fulana levou uns chifres, opção B- além de ser chifrada a fulana ainda que dá uma indireta na pessoa que lhe colocou o chifre, opção C- vai se fuder fulana eu não pago internet para isso. Tem pior, tem aquelas publicações que a pessoa quer que você saiba que algo aconteceu de bom na vida dela (que não vai alterar sua vida em nada, mas mesmo assim você é humano e ficará curioso para descobrir o que é) mas não conta o que é: “Obrigada Senhor, por mais uma graça alcançada. FELIZ” , o pior nesse tipo de publicação são os comentários: “ não sei o que é, mas já to feliz por você”, “você merece tudo de bom, me chama no inbox”.


Também gostaria que as pessoas fossem ler um bom livro- eu posso passar uma tarde sugerindo excelentes livros, para todos os gostos, credos e gêneros- ao invés de se ocupar com a vida alheia. Se fulana prefere ler a encher a cara na balada – tadinha, vai ficar louca lendo tanto; se a pessoa prefere festas a estudar – vai ser nada da vida, é uma vergonha viver nessas festas do mundo.

Portanto,  sabe o que eu quero Mário Alberto? Eu quero ligar o botão foda-se e ser feliz!!!


sábado, 6 de setembro de 2014

Sei lá....


Tem uma música do Lulu Santos que diz:  Sei lá/Tem tanta coisa que a gente não diz /E se pergunta se anda feliz/Com o rumo que a vida tomou/No trabalho e no amor/Se a gente é dono do próprio nariz/Ou o espelho é que se transformou...

Realmente tem dias que acordo e penso será que sou feliz? será que conquistei todos os meus objetivos? será que a minha vida ocorreu como eu planejei? E confesso que essa reflexão num primeiro momento é desoladora, só consigo enxergar minhas frustrações, as coisas que não ocorreram como eu gostaria, as minhas falhas como pessoa... Por que é mais fácil focar no que deu errado? Naquele concurso que você estudou e não passou; no emprego que hoje não tem causa felicidade; nos silêncios administrados para não ferir o outro...

Mas, num segundo momento, consigo ver as coisas de uma outra ótica. Vejo que viver  bem não significa todas as coisas darem certo, viver simplesmente é aprender a lidar com esse turbilhão de acontecimentos que nos acontecem durante o decorrer dos nossos dias. Vejo que tenho muitos mais motivos para sorrir que chorar, mas também sei que a dor me faz lembrar quem eu sou, minhas fragilidades e isso não é de um todo ruim...

É interessante ver como vivemos em busca de uma vida feliz e plena , mesmo sem saber que vida é essa. Foi nos ensinado e a vida (madrasta) faz questão de nos lembra que devemos ser vencedores, produtivos, independentes, felizes, belos, apaixonados, ricos e todo o resto do glamour da felicidade.

E o preço que se paga para conquistar essa tal felicidade? Vejo pessoas colocando sua 'felicidade' em relacionamentos improdutivos; Tendo filhos e jogando sobre esses o peso da felicidade... Confesso, que não sei o que é ser feliz, talvez eu nunca  alcance essa felicidade prometida pela sociedade. Todavia eu sei o que me causa extrema felicidade: Acordar e não ter nenhuma obrigação pelo resto do dia; Ver o mar; Conversar com amigos; Brincar com meu sobrinho; Assistir um programa muito bom; Ouvir uma boa música; Comer brigadeiro; Ir ao cinema; Ler livros; Rir até a barriga doer... E isso tudo por hoje já me basta.